Igreja como evidência sociológica da verdade

As principais consequências do arrependimento autêntico
3 maio, 2017
 

"Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13: 34-35)

A presença do amor cristão na comunhão da igreja é evidência insuperável de uma real apreensão da verdade do evangelho. Se falharmos aqui, estaremos negando com a vida o que declaramos ser verdadeiro com os lábios. Senão vejamos.
Dizemos que o homem é pecador por não viver em amor para a glória de Deus. Afirmamos que Cristo é o Salvador daqueles que desaprenderam a amar. Ensinamos que por meio da fé no Senhor Jesus obtemos perdão de pecados e o Espírito de amor vem habitar em nosso coração ensinando-nos a viver o amor de Cristo.
Declaramos que a igreja é a comunhão dos que receberam uma nova natureza, fruto da obra regeneradora da graça divina, cuja principal manifestação é o amor. Portanto, sociedade santa, amável, bela. A comunidade dos amados de Deus, em cujo caráter o Criador se deleita, uma vez que Ele tem prazer em tudo o que se parece com Ele.
Jamais seremos levados a sério por quem nos ouve, portanto, enquanto o amor não for o traço mais proeminente da forma como tratamos uns aos outros dentro da igreja.
Apresento algumas sugestões práticas para que a igreja seja transformada em evidência sociológica da verdade que está em Cristo:


 
  1. Revelarmos o amor pelos irmãos no modo como nos reportarmos a eles nas redes sociais. Aqui não é lugar para tratarmos em público o que dever ser abordado em secreto. É pecado expor as fraquezas dos irmãos, maculando seus nomes, inviabilizando sua utilidade pública. Todo nosso comportamento deve ser regulado pelo desejo de edificar. Lembre-se que, chamar alguém de tolo nos expõe ao justo juízo de Deus, como Cristo nos ensinou. Não temos o direito de quebrar a autoestima de ninguém.
  2. Revelarmos o amor pelos irmãos não tratando com indiferença a nenhum deles, especialmente, os pequeninos. Todo irmão ao ter contato conosco tem de voltar para casa sentindo-se mais amado por Deus.
  3. Revelarmos o amor pelos irmãos compartilhando o que temos com aqueles que vivem na pobreza. Ajude-os a pagarem suas dívidas, a manterem seus filhos na escola, a comprarem casa própria, a botarem o pão na mesa, a desenvolverem-se como pessoas, a qualificarem-se para o mercado de trabalho, a encontrarem emprego.

Há muito mais o que ser falado. Ressaltei esses três pontos por considerá-los pecados graves presentes hoje nas nossas igrejas.
Fico imaginando uma igreja bem preparada intelectualmente, na qual as Escrituras sejam expostas com coragem, capaz de exercer influência política e cultural na sociedade, comprometida com a evangelização dos perdidos e por meio de cujo amor entre seus membros revela à humanidade como o mundo seria se todos fossem cristãos.
Esse é o sonho que me move a permanecer e lutar pela igreja.

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