MINHA PROFISSÃO DE FÉ

MINHA PROFISSÃO DE FÉ

Há uma grande diferença entre conhecer muitas coisas e conhecer o essencial. Há muito saber descartável. Informação que não deixa de ter o seu valor, sem a qual, contudo, poderíamos perfeitamente viver.

Até aqui, neste exato ponto da minha vida, o que aprendi e reputo como conhecimento sem o qual não saberia o que fazer com a minha própria vida? Quais as principais verdades que conheci? Sim, acredito que a verdade existe. Não apenas isso. Estou certo de que a verdade pode ser conhecida pelo homem e que o homem pode saber que sabe.

1. O universo tem um Criador. A existência nua e crua de todas as coisas, a complexidade da vida, a unidade na diversidade, a beleza do cosmos, demandam a fé num ser infinito-pessoal. Não tenho fé para crer no contrário. Não consigo dar o salto de fé da ciência baseada em massa + energia + acaso = os dois pés de ipê-amarelo que plantei há um ano na minha casa.

2. A este ser, realidade última, fundamento de toda a criação, devo meu amor, meu serviço, minha adoração. O amo por Ele ser infinitamente belo. Belo em santidade. Ele é leal, justo, bom, paciente, sábio, doce, perdoador. Perfeito em seu ser e atributos.

3. Ele criou os homens à sua imagem e semelhança; mas estes, que foram criados para o amor, desaprenderam a amar. Perderam o encanto pelo seu Criador e se deixaram transformar em inimigos dos de sua própria espécie. Isso é pecado. Aqui, na Lua, em Marte, em Andrômeda, onde for. Isso é feio. Não amar é feio.

4. No seu amor gracioso, Deus enviou Jesus Cristo, seu Único Filho, para redimir o homem dos seus pecados. Cristo cumpriu a lei do amor, vivendo vida de perfeito amor. Foi moído pelas nossas transgressões a fim de que recebêssemos um perdão justo. Pagou a dívida que a justiça divina exigia que fosse paga, e que o amor teve prazer em pagar.

5. Todos os seres humanos carecem de passar por uma experiência de crise, que o cristianismo chama de arrependimento. Lamentar pela sua incapacidade de amar. Todos os seres humanos, entretanto, podem, em meios as mais profundas crises de consciência, através da fé em Cristo divisar a face de um Deus que perdoa e ensina a amar.

6. Quando o homem se converte (que nada mais significa do que um voltar-se para Deus em arrependimento e fé) ele é perdoado, adotado na família do Deus-Pai e inicia-se em sua vida uma obra de arte, levada a cabo pelo Espírito Santo, que tem como objetivo torná-lo semelhante a Cristo.

7. Ser semelhante a Cristo é amar. Amar é viabilizar a vida humana, fazer com que aquele que cruza o seu caminho aproxime-se do propósito para o qual foi criado. Amar é viver em estado de encanto, louvor e adoração. Amar é dizer: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”.

8. A fim de que possamos crescer em amor, Deus disponibilizou para nós seus meios de graça, através dos quais nossa vida se enche da vida de Cristo. A Bíblia, a pregação, a literatura cristã, a oração, a meditação, a participação no sacramento da ceia do Senhor, o comer na companhia do irmãos na fé, a boa música, são algumas das principais fontes de alimentação do ser.

9. Deus governa soberanamente o universo. Um rei que reina e que não assiste em estado de perplexidade ao desenrolar da história. A crença no governo providencial de Deus é fonte de incalculável consolação, nesta vida dura, curta e incerta que vivemos.

10. A santidade de Deus exige que a história chegue ao fim. Um ser infinito em amor não pode tolerar que injustiça, luto, doença, morte, durem para sempre. Todos os seres humanos terão que prestar contas do que fizeram das suas vidas. Viver como Francisco de Assis é diferente aos olhos de Deus de viver como Adolf Hitler. Após esse dia, haverá um novo céu e uma nova terra, nos quais nem lágrima de dor, nem pecado, nem morte, poderão entrar.

Não conseguiria viver sem essas verdades, que se constituem no fundamento da minha sanidade mental e sentido para viver. Hoje, nesse dia tão especial para minha vida, o chamo, querido amigo e amiga que ainda não conhecem a Cristo, a considerá-las.

Antônio C. CostaRio de janeiro-500wi

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