MARTINHO LUTERO DESCREVE A SUAVIDADE E DOÇURA DA ALMA APÓS O RECEBIMENTO DO PERDÃO DIVINO

MARTINHO LUTERO DESCREVE A SUAVIDADE E DOÇURA DA ALMA APÓS O RECEBIMENTO DO PERDÃO DIVINO

Numa passagem belíssima, do seu Comentário sobre a Carta de Paulo aos Gálatas, Lutero faz a seguinte declaração: “Depois que ensinamos, desse modo, a fé em Cristo, ensinamos, também, a respeito das boas obras. Visto que te apropriaste pela fé de Cristo, por intermédio de quem te tornaste justo, vai, agora, e ama a Deus e ao próximo. Invoca a Deus, dá-lhe graças, prega, louva, confessa-o, faze o bem e serve ao próximo, faze o teu dever. Essas são, verdadeiramente, as boas obras que manam dessa fé e brotam na alegria do coração porque recebemos, gratuitamente, remissão dos pecados por causa de Cristo.

 Toda a cruz e sofrimento que se devem carregar depois, são suportados suavemente. Porque o jugo que Cristo impõe é suave, e o fardo é leve. Pois, quando o pecado foi perdoado e a consciência foi libertada do peso e do aguilhão do pecado, o cristão pode, facilmente, suportar tudo. Ele, voluntariamente, faz e sofre tudo porque dentro dele tudo é suave e doce… Definimos, pois, como cristão não aquele que tem ou não sente o pecado, mas aquele a quem Deus não imputa o pecado por causa de sua fé em Cristo. Essa doutrina traz consolo eficaz às consciências verdadeiramente apavoradas”.

Há realmente uma doçura e suavidade na vida cristã difícil de ser descrita para quem não conhece o Salvador. Você tem de ser membro do seu corpo, estar casado com Cristo, ser ramo da videira, a fim de experimentar o que a alma do crente prova na presença do seu maior objeto de amor: ter Cristo reinando sobre a consciência, e vivendo acima das leis dos homens e dos próprios mandamentos divinos, a fim de diariamente ouvir o Salvador dizer: “Onde estão aqueles teus acusadores? ninguém te condenou? Nem eu tampouco te condeno; vai, e não peques mais”.

Agora a alma é livre para servir a Deus. Não como um escravo trêmulo de medo serve ao seu senhor, mas como um homem se dedica à mulher de sua vida, um filho obedece a um pai amoroso e quem escapou de uma tragédia honra a quem o salvou da morte.

A criação vira motivo para o louvor. A alma celebra chuva, trovões, relâmpagos, neve, canto de pássaro, lua, estrelas, ondas do mar. Tudo a leva a se recordar do amor do Criador, agora, visto como Pai.

Antônio Carlos Costa

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